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2010/01/25

24 - Anger eliminator - SIM














Apesar do número propício, deixarei para falar sobre (homo) sexualidade depois (acho ate que já falei em sexo antes, não?).

Este é mais um post da categoria Julio Verne, agora em cores e com équio! Quero que daqui a cem anos exista algo o "anger eliminator" (bem ao estilo tabajara).

Seus problemas acabaram! Alguém pisou no seu dedão? Seu namorado sempre olha para outras garotas? Sua sogra acha que tudo o que você faz é errado? O atual de sua ex é muito mais bonito que você? O Arnesto te convidou prum samba, mas num tava e nem ponhô um recado na porta? Calma, amigo! Seus problemas acabaram!

Daqui a cem anos, ao alcance de todos estará o "anger eliminator", pra acabar de veiz com sua réiva!

Chega de arrancar os cabelos ou ficar roxo de raiva. O "anger eliminator" é um sistema revolucionário! Vários bonecos em uma praça pra você chutar e bater à vontade. Ou qualquer coisa do gênero. O importante é ter um espaço coletivo e público para poder colocar essas energias para fora. Nos casos mais graves, uns brinquedinhos que dão choque elétrico também são recomendados.




A idéia é que tenhamos lugares para gastar energia. Que a raiva seja entendida como um sentimento natural e que, se acumulado ou mal direcionado, pode causar estragos enormes. Não vou fazer fofoca, mas essa semana vi um caso bem desastrado de raiva descontrolada e atirada em cima de pessoas que nada tinham a ver com o assunto. E como não quero que daqui a cem anos as pessoas resovam seus problemas no braço (esse tipo de violência não leva a nada), sugiro um espaço específico pra isso.

Minha esperança é que a raiva seja assumida como um sentimento pelo qual muitos de nós passamos. Assumamos a raiva e saibamos conviver com ela. Só assim, também, seremos capazes de minimizá-la.

Enquanto o "anger elimanor public and funny space" não é criado, podemos recorrer aos conselhos do psicólogo Lloyd Thomas, são conselhos do tipo, respire fundo e conte até 10. Bom, eu ainda prefiro bater em um boneco, de preferência gritando e em público. hehehe. Ah, tem um filme chamado "Anger Management" que eu nem conhecia... Quando ele passar na TV aberta eu vejo.

2009/11/26

19 - Confiômetro - SIM


Inauguro aqui a categoria de desejo Julio Verne. Aquele desejo de algo que não existe, mas que um dia pode vir a existir caso um conjunto de circunstâncias e uma mente brilhante se encontrem no momento certo!

Então lá vai: quero que daqui a cem anos exista o Confiômetro. Não o site que existe hoje (se ele existir daqui a cem anos td bem). O Confiômetro de que estou falando é um aparelho, ou uma capacidade mental desenvolvida, que indica o quanto uma pessoa é confiável.

Baseado em cálculos complexos e no acompanhamento ininterrupto de todos os atos e falas da pessoa desde que nasce, o Confiômetro indica o nível de confiabilidade do indivíduo em determinadas situações.

Por exemplo: se na hora de se despedir um homem vira para uma mulher e diz: "eu te ligo", o confiômetro apita e mostra o nível vermelho de confiança. Pi, pi, pi! Não acredite! Mentira, mentira, mentira!

Se em outra situação ele diz: "isso nunca me aconteceu antes" e o confiômetro pode indicar verde, vermelho ou amarelo, de acordo com a credibilidade da infomação.

Esse aparelho é muito útil em qualquer tipo de negociação, não só nas amorosa. Pra fazer negócios, emprestar dinheiro, alugar apartamento, escolher em quem votar. ouvir conselhos, escolher amigos etc, etc, etc.

Além de índicar o índice de confiabilidade em situações específicas, o Confiômetro também tira uma média e calcula o índice total de confiabilidade da pessoa. Assim, logo que vc conhece alguém, já vai saber o que pode e o que não pode dizer para aquela pessoa.

Quero esclarecer que não acho que o problema do mundo seja a mentira em si. A mentira existe e é um artifício útil em muitas situações. O problema é que a gente acaba acreditando na mentira e aí, ferrou. Nossa sociedade mesma é construída sobre uma base de muitas mentiras que, a princípio, todos sabiam que era mentira e concordavam com isso porque o jogo era interessante. Com o tempo, esse acordo tácito morreu, mas as mentiras continuaram como se fossem verdade. Duraram o tempo que conseguiram aguentar. Algumas já caíram, outras estão caindo e outras vão permacer como verdade por muito tempo ainda.

A mentira pode existir, a gente é que não pode dar a ela valor de verdade.

Por isso, quero que daqui a cem anos exista o Confiômetro, para que as pessoas não confiáveis continuem mentindo sem que ninguém seja prejudicado por isso.