Durante anos nossa "civilização" se considerou apartada, separada, isolada da natureza. Pior que isso, o homem se considerava superior a todo esse negócio de natureza. Tá certo! Somos superiores e podemos fazer tudo o que nossa ciência e nosso capital permitem. E depois guenta enchente na marginal, desmoronamento e aquecimento global.
(Fui boazinha ao usar o pretérito imperfeito acima... sei que grande parte das pessoas ainda pensa assim, mas tenho fé de que as coisas irão mudar).
Sim, eu quero energia elétrica. Mas vamos minimizar os efeitos do represamento necessário para a construção de hidroelétricas. Nossa legislação é bastante avançada em relação a isso. Vamos cumprir a lei. E mais para frente, quando outras tecnologias estiverem mais desenvolvidas, quando a produção de enrgia for menos centralizada, vamos evitar alterar cursos de rio e inundar terrenos. Depois a gente acaba sofrendo as consequências. A enchentes nas marginais dos rios Pinheiros e Tietê são um exemplo dessa conta cobrada a longo prazo. Ambos foram canalizados no início do século XX para alimentar a usina Henry Borden, construída pela empresa canadense Light em Cubatão. Depois a culpa das enchentes é do lixo ou da prefeitura (tb é, mas o buraco é bem mais embaixo).
Por essas e por outras, acho que é melhor evitar ao máximo mexer com as águas. Elas moldam a terra e permitem a vida na face da Terra. Devemos respeito a elas. Deixemos as cachoeiras lindas como estão. E tomemos muitos banhos sob elas!!!
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